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"Quem é aquele rapaz?"

"Quem é aquele rapaz?"

Teletrabalho

21.11.20

E apesar do meu cansaço em ouvir falar da pandemia, vou ser incoerente e falar do teletrabalho. Portanto, não é bem sobre a pandemia, mas anda à volta do assunto.

Tenho a sorte de poder fazer o meu trabalho a partir de casa. Portanto, nunca tive quebras de rendimento, além de que poupo tempo e dinheiro porque não tenho que me deslocar. Em contrapartida, as despesas adicionais que tenho ficam por minha conta, que para já se resumem ao essencial numa casa (luz, água e gás). Portanto, embora não tenha feito contas, julgo que dá um balanço positivo.

Tendo eu esta ideia bem clara na minha mente, vejo surgir duas notícias distintas. Por um lado, admite-se uma taxa sobre quem está em teletrabalho, com base na premissa de que aquilo que se poupa pode servir para pagar a taxa (aparentemente a ideia não está em discussão cá em Portugal, mas não está afastada). Por outro lado, há empresas que pagam mais a quem está em teletrabalho, para compensar as despesas adicionais.

Obviamente que, a nível pessoal, gostaria muito de estar abrangido por esta última medida (embora duvido que a minha empresa o vá fazer) e espero que nunca seja aplicada a tal taxa (e aqui não digo que não venha a acontecer).

Mas olhando para o bem comum, será esta taxa uma medida justa? E se assim for, não haverá também outras situações, de pessoas singulares ou coletivas, que deveriam ser taxadas por conseguirem arrecadar mais dinheiro do que aquele que seria normal graças à pandemia?

Não tenho opinião formada sobre o assunto, por isso deixo a questão no ar.