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"Quem é aquele rapaz?"

"Quem é aquele rapaz?"

Overdose de informação

31.01.21

Tenho tentado ser sensato no consumo de informação desde que começou a pandemia. Sabendo que iria ser um tema muito esmiuçado pela comunicação social (como tantos outros), sabia que, a bem da minha sanidade mental, seria importante saber apenas o suficiente e aquilo que são os factos.

Acabei por não conseguir. Hoje penso em várias notícias que fui ouvindo e fico na dúvida sobre o que realmente se passou.

Os assuntos estendem-se no tempo: noticia-se o que será, o que poderá ser, o que deverá ser, o que está a ser e o que já foi. A juntar a isto, fazem-se notícias sobre a opinião dos mais diversos especialistas. No final, dou por mim a não acreditar no que vejo e ouço, porque nunca sei se são certezas, opiniões ou apenas possibilidades.

Em resumo, acabo por me sentir mais desinformado do que informado.

Também fui votar

24.01.21

Ao longe achei a fila pequena. Quando me aproximei vi que a fila dobrava a esquina e estava escondida detrás de um bloco de prédios. Por uns segundos pensei em desistir e voltar mais tarde, mas a preguiça de sair de casa novamente falou mais alto.

Não me arrependi, porque a fila andava relativamente rápido. Várias pessoas garantiam a organização, distribuindo a fila principal para as várias secções e mantendo um número mínimo de pessoas dentro do edifício, sem deixar tempos mortos nas secções de votos.

Teria sido tudo calmo, não fosse uma senhora mais irritada porque a fila para a sua secção parou por 5 minutos Ela reclamou enquanto esperava, reclamou quando entrou, reclamou junto à mesa de voto... Ainda ouvi alguém dizer-lhe "Calma!", mas mandar ter calma uma mulher irritada nunca resulta.

E lá votei... no menos mau!

Agora sim, em confinamento

23.01.21

Agora já noto o confinamento.

Eu queria os ATLs abertos e tive-os durante 3 dias. Depois fechou tudo. E acabou-se o teletrabalho em sossego.

Agora estou aqui, em confinamento, num dia triste e chuvoso, com uma chata de uma dor de cabeça (valha-me o paracetamol), a pôr a escrita e a leitura em dia.

O tempo vai faltando. Estou a fazer posts semanais e a ler os vossos posts feitos há 2 e 3 semanas! 

Qual confinamento?

18.01.21

A semana passada foi daquelas em que muita coisa se passou ao mesmo tempo. Por isso, acabei por deixar de escrever aqui, não por falta de temas, mas por falta de tempo, paciência, inspiração, sei lá mais o quê...

Entretanto começou mais um confinamento. Quase que não ia dando por ele, não fossem dois pequenos pontos.

Em primeiro, nas compras on-line, vi aumentar o tempo para agendamento das entregas: normalmente é de 3 dias, neste momento vai em 10 dias. Portanto, tive que agendar compras com uma semana de antecedência. Por azar, no próprio dia informaram-me que não conseguiam cumprir a entrega, pelo que teria que esperar mais 1 semana. E lá tive que ir ao supermercado fazer eu as compras.

Em segundo, fecharam os ATLs. Já no primeiro confinamento se levantou a questão do encerramento dos ATLs: o Governo deu apoio aos pais que ficaram com os filhos em casa por causa do encerramento das escolas, mas não o fez durante as férias da Páscoa porque não percebeu que normalmente muitas crianças ficariam em ATLs e afins nesse período. Desta vez, o governo volta a não relacionar as duas coisas, deixando as escolas abertas, mas não os ATLs. Também a mim isso me toca, mas como estou em tele-trabalho vou desenrascando... Aguardo que o Conselho de Ministros de hoje resolva esta situação.

De resto, vejo muitos carros na rua, muitas pessoas... Não, assim não vamos lá... 

Digital

11.01.21

Tem-se falado muito em "transição digital". Normalmente irritam-me estas expressões que se usam até à exaustão sem haver resultados práticos. Mas sou a favor dela, quer como trabalhador (é a área que me garante emprego), quer como utilizador.

De qualquer forma, parece-me que o problema do digital não está nos sistemas informáticos em si, mas antes nas pessoas, nas instituições e na sua organização (ou falta dela).

Este ano, em virtude da pandemia, tivemos que fazer as matrículas escolares pela internet. Com recurso a um leitor de cartões, a inscrição foi rápida, porque os dados do aluno e do encarregado de educação foram lidos automaticamente através do cartão do cidadão.

Pensei que tinha acabado a maçada de escrever os mesmos dados várias vezes, mas enganei-me. Já por duas vezes, durante este ano, a professora nos pediu dados pessoais, quer do nosso filho, quer do encarregado de educação, porque faziam falta à direção da escola.

Tive vontade de mandar a escola consultar as matrículas... Mas não, lá enviámos os dados mais uma vez... 

Ainda é Natal

08.01.21

Eu sei que o Dia de Reis já passou, mas o tempo não chega para tudo. Por isso, aqui em casa ainda é Natal!  

No fundo, estou só a adiar o inadiável. Não gosto de desmanchar as decorações de Natal, mas no fim-de-semana vai ter que ser... 

Apagões

07.01.21

A Rapariga considera-se perita em ligar eletrodomésticos sem que o quadro elétrico vá abaixo. Quando vejo mais um a ser ligado e lhe chamo a atenção, ela tem a resposta sempre pronta:

- Estes podem estar ligados ao mesmo tempo.

A sua perícia vem, sobretudo, da persistência: sempre que o quadro vai abaixo, ela insiste até conseguir.

Um dia destes, enquanto eu estava na casa-de-banho, ouvi o som da varinha mágica a trabalhar, logo seguido de um apagão. Ela ligou o quadro. Ouvi novamente a varinha mágica e seguiu-se um novo apagão. Ela ligou o quadro pela segunda vez. Estava eu a sair da casa-de-banho quando ouvi a varinha mágica pela terceira vez, seguida do terceiro apagão.

Desta vez liguei eu o quadro e entrei na cozinha. Antes que eu reclamasse, disse-me logo:

- Não está nada ligado. A varinha mágica deve estar estragada.

Pois não. Tirando o forno, a máquina de lavar loiça, um aquecedor e a bendita varinha mágica, não havia nada ligado. 

Conversa de parvos

06.01.21

Vi o meu filho fazer os TPC com um lápis pequeno. Por norma ele anda sempre com dois lápis no estojo, para estar prevenido. Para confirmar, perguntei-lhe:

- É esse lápis que tens?

- Sim. - respondeu

- Não tens outro? - insisti eu.

- Tenho. - respondeu ele.

Confirmei então:

- E está novo?

- Não sei. - respondeu-me ele.

- Então mostra-me o lápis. - pedi eu.

- Qual? - perguntou ele.

- Eu já vi o lápis que estavas a usar. Portanto, mostra-me o outro.

Percebi que ele estava confuso, pelo que decidi ser mais assertivo:

- Mostra-me os teus dois lápis.

Também não resultou, pelo que que insisti:

- Não tens dois lápis?

- Não. - respondeu-me.

Desesperei:

- Mas disseste agora mesmo que tinhas dois lápis.

Ao que ele me esclareceu:

- Não. Tenho três.

E enquanto conversávamos, arrumou o estojo e a mochila. E não me mostrou os lápis.

Resumo da minha entrada em 2021

04.01.21

Como não há dinheiro para fazer o recolhimento obrigatório num hotel (parece que as regras são só para alguns), a passagem de ano foi feita aqui em casa.

A Rapariga esmerou-se na cozinha. Tirámos o serviço fino e os copos de cristal que vieram no enxoval dela. Preparámos as flutes (as de cristal também, claro está) e um espumante português.

Para o jantar, cada um vestiu a sua melhor roupa de trazer por casa. Os miúdos preferiram mesmo o pijama.

À meia-noite não houve passas (esquecemos de comprar, mas também ninguém gosta), mas houve festejos à janela para ver o fogo de artifício que muitos moradores locais puseram na rua.

E que 2021 seja repleto de momentos destes, a quatro.