Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

"Quem é aquele rapaz?"

"Quem é aquele rapaz?"

Parem com os balanços

30.12.20

Não faço balanços de final de ano, nem planos de início de ano. Nunca fiz. A Rapariga acha estranho. Como se eu vivesse à deriva, sem objetivos, sem um destino para onde caminhar.

Pensando bem, se calhar é assim mesmo que vivo. Se é bom ou mau? Não sei. Se deveria mudar? Não sei. Se estou simplesmente a passar pelos dias em vez de os viver? Não sei.

Acho que simplesmente prefiro não controlar aquilo que não é controlável. Por isso deixo a vida correr e eu vou caminhando para onde ela me quiser levar.

Nem este ano de 2020 e a sua pandemia me levam a pensar mais no futuro. Por aquilo que tenho ouvido dizer, vai demorar longos meses até haver resultados práticos para a vacina, pelo que prevejo um 2021 muito igual aos meses que passaram. 

Por isso, desejo-vos um ano de 2021 cheio de saúde, emprego, paciência, máscaras e álcool gel.

Saudades do verão

29.12.20

Chamou-me a atenção este artigo: Um em cada 10 colaboradores gosta de trabalhar em casa sem roupa.

Senti um arrepio ao ler isto. Um arrepio de frio. 

Depois lembrei-me que a pandemia começou antes do verão. E lembrei-me que também eu passei dias de muito calor aqui em casa: a casa apanha sol durante a maior parte do dia, o que é muito bom no inverno e muito mau no verão. Por isso, nesses dias trabalhava de calções, t-shirt e chinelos. Nunca tive menos que esta roupa.

Não porque não tivesse vontade disso nos dias mais tórridos, mas porque eu costumo abrir os cortinados para entrar luz e seria fácil eu ser visto por quem mora no prédio que está do outro lado da rua. E eu não quero causar invejas a ninguém... 

Só que não

28.12.20

Eu disse que ia tentar, mas nem tentei: não pus a escrita nem a leitura em dia. Nem sequer toquei no computador.

A única coisa que me lembro de fazer por estes dias foi comer, comer e comer. E dormir. E beber, pouco, mas mais que o habitual (porque o habitual é quase nada).

Esta semana tenho a família em casa, enquanto eu faço teletrabalho. Tem tudo para ser uma semana produtiva...! 

Santo e feliz Natal!

24.12.20

A todos aqueles que por aqui vão passando desejo um santo e feliz Natal

A todos aqueles que por aqui que não passam também desejo o mesmo. Passem palavra, está bem?

Aproveitem a época, com os devidos cuidados! Eu quero, sobretudo, tentar descansar e relaxar, que bem preciso. E talvez pôr a leitura e a escrita em dia.

Fiquem bem!

Que continuem os balanços

23.12.20

Não percebo esta mania de fechar o ano ainda a meio de dezembro.

Por estes dias já se escolhe o acontecimento do ano, a palavra do ano, a personalidade do ano... E aquilo que acontece até 31 de dezembro já não conta? Ou conta para 2021?

Até o Sapo já me enviou o relatório anual com as estatísticas do blog. Mas até 31 de dezembro ainda conto fazer mais alguns posts, e ter comentários e reacções. Vou ficar com aquilo incompleto? Ou os dados contam para 2021?

A minha empresa também gosta de fechar o ano antes de tempo. Já me aconteceu ter que alterar férias nestes dias, ou ter que pôr uma ausência, e depois é sempre o cabo dos trabalhos para contabilizar os dias corretamente, porque o ano já fechou, o sistema já não deixa alterar e alguém tem de andar a carregar dados manualmente...

Eu sei que está tudo com pressa de terminar o ano, principalmente este de 2020. Mas levem isto com calmo, que 2021 ainda vai ser longo...

Uma história de Natal

21.12.20

Não me queria meter muito em assuntos que não domino, como política ou saúde. Mas não resisto a falar aqui de uma história, cujas personagens vou manter no anonimato usando nomes perfeitamente aleatórios.

O António (nome fictício) precisava de falar com o Emanuel (outro nome fictício), por motivos profissionais. Podiam tê-lo feito por qualquer meio à distância, mas há coisas que só se tratam pessoalmente.

Por isso o António encontrou-se presencialmente com o Emanuel. Podiam tê-lo feito numa sala grande e arejada; com a devida distância entre ambos; com máscara; com um vidro, um acrílico ou uma cena qualquer de plástico a separá-los.

Mas não! Eles decidiram ir almoçar juntos. Um almoço de trabalho, claro está.

No dia seguinte o Emanuel sentiu-se doente, fez teste à covid-19 e deu positivo. Agora o António é considerado contacto de alto risco e vai passar o Natal em isolamento.

Apetecia-me dizer que era bem feito, mas não se deseja estas coisas a ninguém.

Troca de mimos

17.12.20

"Estou farto de ti!"... "Já não sou teu amigo!"...

São assim as manhãs cá por casa. São as "juras de amor" entre dois irmãos, os meus dois Rapazes, pelos motivos de sempre: "Ele acordou primeiro!"... "Ele está a comer à pressa para acabar primeiro!"... "Ele vai-se vestir primeiro!"...

Para quê? Se saem sempre de casa ao mesmo tempo, para quê a competição?

Eles amam-se. Não passam um sem o outro. Se um está sozinho em casa, está sempre a perguntar quando chega o outro.

Mas de manhã, enquanto não vencem o sono, qualquer gota faz transbordar o copo. E à noite, quando o sono começa a espreitar, voltamos ao mesmo.

Em que idade é que acabam mesmo as birras de sono?

Incoerências

11.12.20

Achei que era mais fácil manter um blog.

Normalmente gosto de deixar fluir as ideias para o texto, de escrever quase ao mesmo tempo que penso. Quanto menos alterações fizer ao texto, maior é o gosto que me dá fazê-lo.

Mas tem-me acontecido algo que é novo para mim (tal como já disse, este blog é recente, mas já tinha tido outras experiências neste mundo da blogosfera). Ao materializar os meus pensamentos abstratos em palavras concretas, há ideias que se alteram, opiniões que mudam, perguntas cuja resposta se torna clara, ou mesmo certezas que se tornam dúvidas. E dou por mim a alterar a minha visão sobre o assunto enquanto dura a escrita do texto: no início penso uma coisa, no fim já penso outra.

E fico com um texto pendente, sem saber o que lhe fazer. Reescrevê-lo? Por vezes a estrutura do texto deixa de ter sentido ou o próprio texto deixa de ter razão de ser. Mantê-lo? Fica estranho ter um texto incoerente, cujo rumo muda entre o início e o fim.

Um exemplo, o qual decidi manter, foi este: comecei a escrever o texto porque tinha uma opinião formada, mas enquanto o escrevia criou-se a dúvida.

É só a mim que isto acontece?

Quem não gosta de cliques?

08.12.20

Eu era para vir aqui criticar a imprensa regional lá da "santa terrinha", que deixou de se dedicar exclusivamente às notícias da região para se dedicar também a notícias nacionais. É certo que há notícias de âmbito nacional que interessam a quem vive na região. Mas noticiar mexericos sobre o Cristiano Ronaldo e a Cristina Ferreira é do interesse regional? Nem do interesse nacional é...

Eu era para vir aqui criticar os espaços de comentários que alguma imprensa nacional disponibiliza nos seus sites. Poderiam ser um espaço de debate de gente civilizada, mas são apenas um espaço onde gente frustrada se ofende mutuamente. Não traz qualquer valor acrescentado à informação, para quê manter estes espaços?

Eu era para vir aqui criticar as notícias escritas à pressa, com erros grosseiros de português, incompletas e confusas. E também as notícias que têm títulos que levam o leitor ao engano (e depois de lermos a notícia vemos que há ali muitos "mas" àquele título). E aquelas que têm títulos que são perguntas (e temos que ler a notícia para saber a resposta). E aquelas notícias antigas, que já foram desmentidas, mas que alguém se lembrou de repescar como se fosse atuais.

E depois de pensar nisto tudo, percebi o motivo: cliques. A todos interessam os cliques; quantos mais, melhor. Para depois se vangloriarem que tiveram milhares de visitas, mesmo que muitas delas tenham lá chegado ao engano ou que a informação prestada seja de má qualidade.

Mas afinal, quem não gosta de cliques? Eu gosto. Assim aconteceu na passada sexta-feira, em que tive um número de visitas maior que o habitual, graças a um destaque feito ao meu último post na página dos Blogs do Sapo.

Obrigado a todos os que por aqui passaram. E também àqueles que por aqui continuam a aparecer.

Pág. 1/2